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A dinâmica empresarial e a trombada de gerações

A dinâmica relacional do ambiente empresarial perpetua protocolos ‘defasados’ à geração millennial. O cenário antes distante, com forte presença hierárquica e manifestações explicitas de autoridade, abre caminho para relacionamentos mais próximos e construtivos, fortalecendo a diversidade de vozes, atitudes, presenças e fluidez de opiniões.

Acontece que, como costumaz, o choque geracional ocasiona um certo desconforto entre as partes, principalmente quando o diálogo e a ‘vontade de fazer o trabalho acontecer’ não estão à frente da tão famosa “síndrome de Gabriela”.


Não é incomum perceber expectativas frustradas envolvendo profissionais maduros e estabilizados x jovens em fase de euforia e construção de carreira. Óbvio que, como quase tudo o que existe, isso não se trata de uma regra, mas sim de um cenário comum e desafiador para líderes e gestores empresariais.


Nascidos entre os anos de 1940 e 1960, os Baby Boomers possuem perfil rígido e disciplinado, com foco na ascensão profissional e lealdade à empresa. Nascidos entre 60 e 80, a Geração X tem em seu histórico movimentos revolucionários, com atenção especial ao trabalho e à estabilidade profissional. Reconhecidos como Millenials, a geração nascida entre os anos de 1980 e 2000 vê no trabalho uma relação de autorrealização, prazer, satisfação pessoal e aprendizado contínuo.


É fato que com expectativas diferentes, as gerações que integram o mercado profissional requerem condução atenta, estratégica e sensível, compreendendo a diversidade de perfis, comportamentos e planos, a fim de engajar os públicos internos à expectativa da empresa e extraindo o que cada grupo trás de melhor e mais valioso.


Alinhar o cenário profissional contemporâneo – com grande referência millenial, à sabedoria técnica e empírica dos Baby Boomers e Geração X, potencializa as possibilidades de inovação, sobrevivência às crises e crescimento organizacional.


Pensar diversidade etária nas empresas é também uma forma de mostrar inclusão, respeito e igualdade frente às demandas sociopolítico-organizacionais.


Por - Rodrigo Almeida